domingo, 2 de novembro de 2014

Carta Náutica

Vamos barquinho, navegar por outros mares... Partindo de minha ilha sossegada baseada nas obras de Van Gogh, irei rumo a novas ilhas desconhecidas, que querem ser exploradas. Ilha essas que precisam expor suas ideias de como a arte pode variar em contextos, texturas, olhares, construções e desconstruções... Essa arte que desorganiza e permite um sonhar de criticidade e reflexão caracteriza a Arte Contemporânea, com sua posição de questionar e rever a arte como algo novo e que também encanta. Foi pensando nesse contexto que pretendo dialogar com as ideias do Novo Realismo, para isso irei desembarcar na ilha de Raymond Hains, que utilizava em suas obras colagens nos mais inusitados suportes. Depois partiremos em busca da ilha da Arte Povera, Arte Pobre italiana, que propunha fazer arte com materiais do cotidiano, como realizava Fontana. Em um ultimo pouso, poderemos explorar a ilha do Neoexpressionismo, de pinceladas grosseiras e cores acidas e desagradáveis, como as obras de Anselm Kiefer, que tem como referência o pós-impressionismo de Van Gogh. E assim, depois de muito viajar, voltaremos à ilha sossegada, mas com muitas ideias de desassossego, de transformações, de reconstrução de ideais e de busca de olhares novos sobre conceitos e ideologias artísticas que percebemos podem ser retomadas e redefinidas a cada nova viagem!!!

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