domingo, 7 de junho de 2015

Vamos continuar?

07: Caso a disciplina fosse ter sequência, que ações você desejaria desenvolver? No caso de haver sequência das atividades da disciplina de Ateliê de Poéticas Urbanas, gostaria de desenvolver uma atividade de intervenção artística na Praça que escolhi para fazer minha pesquisa etnográfica. Foto: Arquivo Pessoal - Tirada pelo meu sobrinho Gabriel Juliano

O que alguns visitante perceberam o blog...

06: Escolha uma pessoa amiga, parente ou demais colaboradores e peça que leia suas postagens do blog. Na sequência, pergunte qual a impressão sobre a leitura. Pergunte se a linguagem do blogue esteve adequada para este diálogo. Anote os comentários e compartilhe seus novos aprendizados. Pedi para minha irmã Auxiliadora para olhar o blog e depois me dizer o que achou, ela é moradora de um bairro que se localiza bem próximo a Praça Matriz João Batista de Toledo. Ao final ela me disse que se encantou com as fotos, muitas imagens que ela como frequentadora diária da praça não percebia mais. Disse que algumas fotos pareciam ser cartão postal. Depois comentou que se eu tivesse feito uma entrevista com o marido dela que certamente ele diria que a praça foi o local onde os dois começaram a namorar. Então ela reforçou que gostou da escrita do blog, dizendo ser uma nova maneira de se conhecer a cidade de Aparecida de Goiânia e de estudar um pouco de sua história. Também apontou alguns erros de concordância e ortografia, uma vez que é formada em letras, aproveitei para fazer as correções. Rsrsrs Minha filha Andressa, também visitou o blog, e de uma maneira bem sucinta disse: “Ficou bom, gostei das fotos da praça. Você tirou fotos com aqueles velhos, sua entrosada?” Pra mim, esse comentário é um grande elogio, pois ela é bem “sinistra” em suas observações.

Uma escolha

05: Dentre as questões 1 à 4, escolha uma e, na sequência, apresente uma imagem representando sua resposta. Explique a sua escolha. Escolho a questão 1, pois foram construídos muitos saberes nessa atividade, apreendi sobre muitas mídias digitais, que me serão muito úteis no meu trabalho em sala de aula, e a tríade cidade/blog/Universidade realmente pode ser praticada em nossas atividades enquanto futura arte educadora.

Ações colaborativas?

04: Este processo de experimentação deflagrou ações coletivas e colaborativas? Se sim, onde? De que maneira? Se não, apresente uma justificativa. Essa atividade de conhecer um lugar real e levá-lo para o virtual deflagrou sim ações coletivas, primeiramente com a professora Joanna Pena que nos orientou via espaço virtual, com postagens de tutoriais de passo a passo. Também consegui integrar meus familiares na realização do percurso, pois meu sobrinho e minha irmã foram comigo até a praça para ajudarem a fotografar os espaços, também ajudaram na escolha do ângulo da foto e quais imagens utilizar no trabalho de inserção no blog. Também tive auxilio de uma colega do curso que me orientou na tarefa de redimensionamento da imagem do mapa no blog. Creio que é difícil realizar uma atividade como essa sem ações colaborativas, pois até quando buscamos uma imagem em um site ou utilizo um aplicativo digital, tenho que acessar algo que outra pessoa já realizou, então sempre ocorre uma ação coletiva, uma interatividade que é estimulada pela utilização dos recursos tecnológicos disponíveis na rede internet.

sábado, 6 de junho de 2015

Outra reflexão

03: Explique de que maneira esta relação etnográfica, construída entre a experiência in-loco e a experiência virtual, dialogou e estruturou, em termos metodológicos, estas duas esferas de aprendizagem? Quando ouvi a proposta de realizar o percurso etnográfico de uma praça que tivesse significado afetivo para minha vida, registrá-lo com fotografia, achei bem legal e fácil, porém quando a proposta partiu para a elaboração do mapa desse percurso e registra-lo no aplicativo MyMaps, daí tudo complicou. Não tenho muita facilidade em seguir tutoriais, nem em manusear aplicativos digitais, mas tinha que realizar a proposta, então mãos a obra, vamos lá ver oque acontece. E o legal é que acontece mesmo, no mapa fui colocando as fotos, relacionando o que tinha na minha praça, conhecendo ela de modos e olhares diferentes. Percebi que o virtual e o in-loco podem ser bem reais, iguais e repletos de elementos que nos permitem conhecer e apresentar lugares para pessoas distantes e que talvez nunca possam vir conhecer meu espaço no campo real. Assim, a fotografia serviu para a inserção dos elementos, o aplicativo do MyMpas permitiu a realização do mapeamento etnográfico, o blog promoveu a interação, e ainda teve o Soundcloud que proporcionou o diálogo de alguém com minha praça. As ferramentas do digital, da informática, ligados na rede internet nos permite passear por campos virtuais, lugares e espaços diferentes, mas com a visualidade do real. No final aprendi sobre a pracialidade e os espaços públicos de arte com possibilidade de promover diálogos e “metamorfoses” dos olhares cotidianos, também aprendi sobre a importância de se conhecer os lugares para que possamos nos identificar com eles e principalmente perceber sua intencionalidade diante da realidade expressa, e esse aprendizado se deu em parceria com o manuseio das ferramentas da experiência virtual, que foram validas e enriquecedoras.

Mais reflexões

02: Apresente suas reflexões sobre o processo de entrevistas e narrativas dos sujeitos, principalmente, sobre a noção de pertencimento sobre a"pracialidade" nos espaços percorridos por você, seja nos diferentes logradouros, seja na praça. Que conceitos estudados vocês destacariam para este relato reflexivo? Perceber como o sujeito se vê em um espaço e como ele se identifica com ele e com sua arte é um passo importante para entender o processo de pertencimento a um espaço e lugar da cidade. E uma das melhores maneiras de se compreender esse sentimento de pertença se faz com a utilização dos métodos de investigação como a entrevista ou depoimento, quando o sujeito relata sua relação com os espaços da cidade, descrevendo sua percepção de identificação ou não com aquele lugar. E mais uma vez a pesquisa etnográfica é uma metodologia aplicada a essa atividade, pois ela permite que o sujeito se veja interagindo com o ambiente e em diálogo com ele. E para se perceber sujeito ativo nesse contexto da cidade como espaço de diálogo, educação e arte é que o Dr. Imanol Aguirre destaca a ideia de Dewey ( 1934) em que “ a obra de arte desenvolve e ressalta o que é significativamente valioso nas coisas que apreciamos diariamente.” E é nos espaços públicos que esse movimento se dá. A praça é um desses lugares, pelo qual muitas pessoas passam se identificando ou não, interagindo com ele ou não. É nesse movimento que as relações se constroem, mas por que o espaço público é importante para se vivenciar a arte e a vida coletiva? Para responder essa questão destaco Lilian Amaral quando cita Queiroga (2001): “Pracialidades são concretudes, existências que se situam no tempo-espaço, participando da construção e das metamorfoses da esfera da vida pública.” E são nessas praças que se dão as inter-relações, são onde ocorrem as relações de comunicação, culturalização e até interterritorialidade, pois como percebi em minhas visitas a Praça da Matriz de Aparecida de Goiânia, ela se tornou local de descanso para vários haitianos, que vieram para essa cidade em busca de novas oportunidades de emprego e mudança de vida, porém não consegui verbalizar histórias com eles pois falam em francês, mas nos inter-relacionamos por gestos e sorrisos, que mesmo sem depoimentos percebemos que esse espaço já faz parte de seus momentos e de sua nova história. E o interessante é que as pessoas não se veem nessa dinâmica do movimento da história de sua praça. Quando pedi para o Gabriel relatar sua experiência com a Praça Matriz de Aparecida de Goiânia, ele respondeu inicialmente que não tinha nada para falar sobre ela, mas quando iniciamos a gravação do depoimento, ele foi percebendo que a praça existia nele mesmo, em sua história pessoal, no final o Gabriel se surpreendeu com a constatação de que havia muito para falar, pois somente nos identificamos com aquele lugar ao qual pertencemos e nos identificamos de alguma maneira. Por Alessandra Donizete Juliano Foto: Arquivo pessoal - Lateral da praça com os haitianos sentados no banco da praça.
Bibliografia: AGUIRRE. Imanol, Questões Multiculturais para o Ensino de Arte. In Trama 7/ Universidade Federal de Goiás, Org. por Leda Maria de Barros Guimarães – Goiânia: FUNAPE, 2012. AMARAL. Lilian, Ateliê de Poéticas Urbanas. In Trama 8/ Universidade Federal de Goiás, Org. por Leda Maria de Barros Guimarães – Goiânia: FUNAPE, 2013.

Roteiro Reflexivo - parte final - "Intervalos/Respiros/Pequenos Deslocamentos

Reflexão final sobre as atividades desenvolvidas no Ateliê de Poéticas Urbanas: Dia 01: Após a vivência deste recente percurso etnográfico e, retornando ao conceito de lugar em relação à tríade - cidade/blogues/universidade - na sua opinião, que saberes foram construídos? Apresente exemplos. Um estudo etnográfico, de acordo com Maria Oneide Lino da Silva e outras , se enquadra numa abordagem, que “ busca compreender os significados atribuídos pelos próprios sujeitos ao seu contexto, a sua cultura, assim a pesquisa etnográfica se utiliza de técnicas voltadas para descrição densa do contexto estudado, ao revelarem que o valor da etnografia como método da pesquisa social está no fato da existência de uma variedade de modelos culturais e do o seu significado na compreensão dos processos sociais.” Assim, perceber espaços importantes para a visibilidade da arte pressupõe um passeio para o conhecimento etnográfico do espaço a ser visitado, realizando um exercício de olhar para ver o que pouco se ver, e perceber algo que precisa ser notado em lugares repletos de informações e visualidades. Então, entender a cidade como espaço de arte, com possibilidades de manifestações e de visibilidade, torna a vivência de arte diferenciada, repleta de significado e de caráter ‘público’, estando mais próxima das pessoas e de seus admiradores. A utilização das multimídias para dialogar e promover a interação entre a arte e a cidade é uma ferramenta bastante importante, pois permite uma divulgação mais ampla e uma visibilidade para além dos limites daquele espaço/cidade. A utilização dos blogs permite uma divulgação pela rede internet e promove uma integração pessoas, espaço, arte e história em questão de segundos, e tudo isso com o embasamento acadêmico, orientado pelas atividades da universidade dão um caráter de pesquisa com fundamentos e argumentos que promovem discussão, dialogam e até provocam o convencimento da importância de se utilizar as ferramentas da internet como metodologias em sala de aula. Quando pesquisei sobre a praça da matriz da cidade de Aparecida de Goiânia, iniciei pensando na importância da igreja, mas depois de passear etnograficamente por ela pude perceber muitos outros aspectos importantes sobre a praça, que antes passava despercebido, então me percebi na frase de Lilian Amaral (2013): “O mediador transita por esses territórios, experimentando estabelecer recortes e investigações em campos e sobre temas de interesse coletivo, desenvolvendo, a cada plataforma experienciada, formas de aproximação e provocação do diálogo entre sujeitos e o mundo.” Essa integração cidade/blog/universidade promovem um diálogo real e dinâmico, com possibilidade de troca de informações instantâneas, e de formação de maneira diversificada e significativa envolvendo os sujeitos em varias atividades e na descoberta de varias ferramentas tecnológicas as quais muitas vezes temos pouco acesso. Realizar esse percurso etnográfica e registrá-lo, foi um desafio, pois tive que aprender a manusear vários aplicativos, como o MyMaps, , o próprio blog e até o Soundcloud. Confesso que não foi tarefa fácil, mesmo com os tutoriais para seguir, mas no final, depois de muitas tentativas, quando consegui concluir, foi uma sensação de vitória, de conquista, de produção pessoal. por Alessandra Donizete Juliano
Arquivo da internet: Exemplo da tríade Cidade/Blog/Universidade - intervenção realizada numa praça da cidade de São Paulo. Bibliografia: SILVA. Maria Oneide Lino, ETNOGRAFIA E PESQUISA QUALITATIVA: APONTAMENTOS SOBRE UM CAMINHO METODOLÓGICO DE INVESTIGAÇÃO. Amaral. Lilian, Ateliê de Poéticas Urbanas. in Trama 8/ Universidade Federal de Goiás; Org. por Leda Maria de Barros Guimarães - Goiânia: FUNAPE, 2013.