sábado, 6 de junho de 2015

Outra reflexão

03: Explique de que maneira esta relação etnográfica, construída entre a experiência in-loco e a experiência virtual, dialogou e estruturou, em termos metodológicos, estas duas esferas de aprendizagem? Quando ouvi a proposta de realizar o percurso etnográfico de uma praça que tivesse significado afetivo para minha vida, registrá-lo com fotografia, achei bem legal e fácil, porém quando a proposta partiu para a elaboração do mapa desse percurso e registra-lo no aplicativo MyMaps, daí tudo complicou. Não tenho muita facilidade em seguir tutoriais, nem em manusear aplicativos digitais, mas tinha que realizar a proposta, então mãos a obra, vamos lá ver oque acontece. E o legal é que acontece mesmo, no mapa fui colocando as fotos, relacionando o que tinha na minha praça, conhecendo ela de modos e olhares diferentes. Percebi que o virtual e o in-loco podem ser bem reais, iguais e repletos de elementos que nos permitem conhecer e apresentar lugares para pessoas distantes e que talvez nunca possam vir conhecer meu espaço no campo real. Assim, a fotografia serviu para a inserção dos elementos, o aplicativo do MyMpas permitiu a realização do mapeamento etnográfico, o blog promoveu a interação, e ainda teve o Soundcloud que proporcionou o diálogo de alguém com minha praça. As ferramentas do digital, da informática, ligados na rede internet nos permite passear por campos virtuais, lugares e espaços diferentes, mas com a visualidade do real. No final aprendi sobre a pracialidade e os espaços públicos de arte com possibilidade de promover diálogos e “metamorfoses” dos olhares cotidianos, também aprendi sobre a importância de se conhecer os lugares para que possamos nos identificar com eles e principalmente perceber sua intencionalidade diante da realidade expressa, e esse aprendizado se deu em parceria com o manuseio das ferramentas da experiência virtual, que foram validas e enriquecedoras.

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